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Fique de olho nas fraudes: Tipos de crédito imobiliário para compra de um novo imóvel

Um homem segurando notas de dinheiro e duas casinhas

Todo segmento, hoje, sofre com as fraudes. Seja uma armazenagem ilegal de dados, utilização indevida de nomes e informações de terceiros, clonagem de cartão de crédito ou, em casos mais extremos, o roubo de altas quantias em dinheiro por diversos meios, digitais ou não.

Quando se trata do mercado imobiliário, este último pode atingir valores enormes, que passam da casa do milhar. Por isso é importante ficar atento na hora de adquirir um novo imóvel, e entender muito bem os tipos de crédito imobiliário para, assim, não cair em fraudes pela falta de conhecimento ou por atitudes impulsivas.

A melhor maneira de evitar isso, claro, é apostar na compra do imóvel à vista, que ainda permite benefícios como os descontos, que podem chegar a até 30% dependendo do caso, e distância o comprador da necessidade de uma instituição por trás de sua aquisição.

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Entretanto, a realidade dos brasileiros, hoje, não permite que as compras de imóveis sejam feitas dessa maneira, em sua maioria, portanto é importante conhecer as possibilidades de aquisição que podem ajudá-lo a ter a sonhada casa própria.

Quer saber mais sobre as principais modalidades de crédito na hora de comprar um imóvel e, assim, garantir sua segurança e maior assertividade na decisão? Confira este artigo!

Quais são as principais modalidades de crédito para compra de imóvel?

torres de moedas que crescem até chegar no tamanho de uma mini casa

Grande parte dos imóveis é comprada por meio de modalidades de concessão de crédito que permitem seu parcelamento. Existem algumas, umas mais vantajosas do que outras. Porém, isso dependerá muito do momento de sua vida, do prazo estimado para uso do imóvel e também das pessoas envolvidas na negociação.

Veja abaixo uma lista explicada das principais modalidades de obtenção de crédito para adquirir um imóvel:

Financiamento

Muitas pessoas conhecem a modalidade de financiamento imobiliário, mas existem especificações e tipos diferentes com detalhes que são, muitas vezes, deixados de lado pelos futuros proprietários.

O primeiro passo é entender que a parcela de um financiamento é composta por três pontos específicos: a amortização, que é de fato o valor do imóvel a ser quitado naquele mês, a taxa de juros e os seguros (morte e invalidez permanente e danos físicos ao imóvel).

Diante disso, há três tipos de amortização:

  • Price

Se o que você deseja é pagar o mesmo valor todos os meses para quitar seu imóvel, a Tabela Price, ou sistema francês de amortização, é a única possibilidade.

O boleto sempre chegará à sua casa com o mesmo valor, mas nem sempre a composição da parcela será a mesma. Por exemplo: dependendo do caso, pode ser que a amortização constitua a maior parte dos primeiros pagamentos, e então, nos últimos, os juros ou seguros poderão tomar o lugar dela.

  • SAC

O SAC (Sistema de Amortização Constante) faz com que o valor da amortização, mensalmente, seja mantido ao longo do financiamento, até a quitação. Os juros, por sua vez, são cobrados de maneira decrescente.

Em resumo, as primeiras parcelas são as de maior valor, e a última será a mais barata de todas. É uma boa ideia para quem tem boas condições financeiras, pois poderá arcar com custos mais altos nos primeiros meses da compra e, então, ficar mais tranquilo após certo tempo, evitando a inadimplência futura.

  • Sacre

Diferentemente do SAC, o Sacre (Sistema de Amortização Crescente) é o menos buscado, e envolve uma alteração nos valores das parcelas ao longo do período de financiamento. Na metade do tempo de quitação, ele atinge o seu preço mais alto, e então baixa novamente.

É como um gráfico formando uma montanha com o cume mais pontudo. Começa baixo, aumenta gradativamente, atinge o topo e baixa novamente.

Consórcio

O consórcio imobiliário é diferente do financiamento, e se trata de um processo envolvendo um grupo de interessados em um bem.

Cada um dos participantes do grupo do consórcio decide o valor das parcelas a serem pagas, em quantos meses deseja quitar o bem e, então, ao final do tempo estimado, você terá o dinheiro para adquirir o imóvel.

Uma das maiores particularidades do consórcio é o sistema de sorteio. Funciona da seguinte maneira: todo mês ocorre um sorteio entre todos os membros do grupo. O contemplado recebe um documento chamado carta de crédito, que lhe dá o valor total para quitar o bem.

Há também os lances, para quem não quer esperar até o fim do tempo de consórcio para ter seu bem. É possível agir como em um leilão e, de tempos em tempos, tentar oferecer lances. Quem oferecer o maior, também leva a carta de crédito.

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Entretanto, a carta não é entregue em dinheiro diretamente, pois todo o processo é intermediado pela administradora do consórcio imobiliário. Então ela solicita os documentos e faz o pagamento após o período estimado. Você terá, então, a propriedade sobre o bem.

Empréstimo com imóvel como garantia

Um homem entregando chaves a outro homem

O empréstimo com garantia de imóvel serve somente para quem vai comprar o seu segundo imóvel. Isso porque é necessário já ser proprietário de um para solicitar essa modalidade de crédito.

A maior vantagem aqui é que é possível conseguir altas quantias (até 60% do valor do imóvel), com juros mais baixos. Esses benefícios são possíveis pois o banco acredita que, diferentemente de outras garantias, o imóvel é algo que realmente pode evitar a inadimplência dos clientes.

O processo é simples: você solicita o valor em uma instituição financeira, e caso lhe seja concedido o empréstimo, há a transferência do imóvel oferecido como garantia para a instituição e, então, ele lhe é devolvido após a quitação do empréstimo.

FGTS

Hoje, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço é uma das principais formas de adquirir imóveis, pois é possível retirá-lo diretamente para isso, com facilidade. Você pode tirar todo o valor acumulado e, então, investi-lo em um imóvel residencial, dar entrada no financiamento ou usá-lo para construir em um terreno.

Além disso, há também a possibilidade de quitar uma dívida de empréstimo para a compra do bem ou pagar parte do valor das parcelas.

Entretanto, há algumas limitações que fazem com que ele não seja uma opção válida para qualquer caso de aquisição de imóvel:

  • Não é permitido utilizar o FGTS se já houver financiamento aberto no SFH;
  • O futuro proprietário não pode ter imóveis residenciais urbanos, a não ser em condições específicas, voltadas à compra do segundo imóvel;
  • Com menos de três anos de carteira assinada, não é possível solicitar o uso do FGTS. Esse período pode corresponder a trabalhos em empresas diferentes;
  • Caso haja parcelas de financiamento atrasadas, você não pode solicitar o saque a não ser que prove que o valor será utilizado para pagar parte delas ou quitar todo o montante.

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